Rafael Vieira – O maior brasileiro do futebol finlandês

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Rafael Vieira com a camisa do Mikellin Kissat.

Na Finlândia a terra do Papai Noel, um brasileiro por linhas tortas, vem escrevendo uma trajetória de sucesso, se destacando ano após ano, com um desempenho incrível ao longo uma carreira internacional, com premiações, com gols, conquistas e títulos, que o tornam o maior brasileiro e por que não o maior estrangeiro na história do futebol finlandês, são quase incontáveis os gols já feitos que o mesmo afirma “o número exato de jogos e de gols, que eu marquei eu não sei realmente”. Não perdendo a contagem são 136 gols marcados somente na Veikkausliiga, o que faz com que o brasileiro esteja na seleção dos últimos 20 anos da principal competição nacional e ser também o 2° maior artilheiro de todos os tempos da primeira divisão finlandesa, ficando atrás apenas do atacante russo Valeriy Popovich que marcou 166 gols entre 1993-2009.

Ele nunca atuou no futebol brasileiro, mas pela longevidade e seus feitos aonde alinha é conhecido por todos  inclusive como o “Anjo Rafael” por causa de uma música finlandesa – considerada por todos os finlandeses como a melhor canção do cantor Pekka Ruuska chamada “Rafaelin enkeli” – e reconhecido o maior brasileiro do futebol finlandês, foi de Florianópolis que ele saiu para o mundo, para poder fazer uma história quase inigualável em terras frias. Seu nome é Rafael Pires Vieira, catarinense, atacante, hoje com 38 anos, 21 somente na profissão que mais ama, o futebol, e há 18 anos no futebol finlandês, sua carreira começou em 1997 – no dia 20/04/1997 – ano mais do que especial, pois conquistou o campeonato e a copa finlandesa com o maior clube nacional o Helsingin Jalkapalloklubi, marcaria ainda 11 gols no primeiro ano do maior desafio na carreira. Mas foi no sul da Finlândia que Rafael viveu intensamente os melhores anos da sua carreira, na pequenina cidade de Lahti, o palco do esqui, atuando por inúmeras temporadas consecutivas no FC Lahti, onde construiu uma história e se tornou o maior ídolo do modesto clube, onde é venerado e respeitado, tendo inclusive passado por uma situação inusitada e marcante. Tudo aconteceu em 2011 por problemas financeiros da sua equipe, que havia sido rebaixada e vivia o pior momento de sua história, Rafael quase deixou o clube, mas foi ‘salvo’ e só permaneceu no clube devido a uma atitude indiferente, a ajuda dos torcedores que pagaram seu salário ao longo de toda temporada, em que a equipe disputou a segunda divisão finlandesa.

Ouça a ‘música do anjo Rafael’:

Mas retomando a trajetória em 1998 ele seguiu para o FC Jazz, e no seguinte retornou ao gigante HJK Helsinki, e com o breve sucesso acabou indo para o Heerenveen da Holanda e o Denizlispor da Turquia, só que sem as mesmas oportunidades para jogar. Rafael decidiu então voltar a terra onde havia se adaptado só que desta vez sem o prestígio, foi retomar a carreira na terceira divisão finlandesa em 2004 com o FJK Forssan, sendo o artilheiro da competição com 17 gols em 21 jogos.

No ano seguinte assinaria com o clube que lhe deu a maior oportunidade para fazer uma história de sucesso, o FC Lahti, marcando 99 gols, e atuando em 12 temporadas com o clube que foi fundado em 1996, que já conquistou uma Ykkönen (2ª divisão) e duas Liiga Cup. No FC Lahti Rafael chegou a atuar com Jari Litmanen o maior jogador da história do futebol finlandês, e conquistou o respeito dos torcedores ao longo da sua jornada no modesto clube que o brasileiro acabou deixando o Lahti na última temporada, devido a um pedido de renovação por parte do atual treinador, que almeja o trabalho com atletas um pouco mais jovens.

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Rafael Vieira com a camisa do FC Lahti.

A carreira de Rafael então acabou? Ainda não, ele está com fome de bola e assinou com um antigo clube finlandês, fundado em 1946, o Mikellin Kissat, atual campeão da Kolmonen, que vem progredindo no futebol finlandês e que disputará a Kakkonen (3° nível) e ainda busca a entrada nas principais divisões do futebol finlandês. Rafael garante que é uma forma de ajudar no desenvolvimento do clube e dos jogadores com a experiência que adquiriu aos longos dos anos. Mas ele agora fala sobre a trajetória e a carreira no futebol finlandês. Confira:

Como você foi parar no futebol finlandês? E por que você se deu tão bem rapidamente ao futebol finlandês?

Minha chegada ao futebol finlandês começou através de um brasileiro, residente em Floripa (Rodrigo Vaz) que jogava na Finlândia desde 1993 pelo FC Jazz de Pori, até que se transferiu para o HJK, maior clube da Finlândia e o treinador na ocasião pediu para o Rodrigo um atacante brasileiro. Então na volta ao Brasil, um grande amigo namorava a irmã do Rodrigo e me indicou para ele, mas no inicio não levou muita fé, até que Marcos Cavalo (Pai do Rodrigo) falou que poderia levar que daria certo e viu potencial em mim. Na chegada não sabia nada da Finlândia, muito menos do futebol. Chegamos em março de 97 para um período de testes e com isso consequentemente o contrato. Eu acredito que a ajuda do Rodrigo aqui, foi fundamental para a adaptação e depois, mostrar o que de melhor eu tinha, isso foi o passo para dar certo.

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Rafael comemora gol pelo Lahti.

Qual era o seu objetivo na chegada ao futebol finlandês? E como você ver a evolução do futebol finlandês?

Meu objetivo na vinda pra Finlândia era bem simples, me firmar no futebol aqui e depois partir pra algo melhor na carreira, mas não esperava que as coisas acontecessem tão rapidamente, ser artilheiro, campeão nacional e da Copa da Liga já no primeiro ano e isso facilitou muito as coisas com relação ao futebol. De 1997 pra cá, o futebol aqui evoluiu bastante e passaram a ser mais profissionais e com relação ao jogo de ligação direta defesa-ataque, mudou, passando a jogar mais com a bola no chão. Em muitos aspectos precisa de uma melhora e isso passa por um processo que vem das categorias de base.

Como foi a adaptação a vida na Finlândia? E como é a vida hoje na Finlândia?

A adaptação no inicio um pouco complicada, por causa do clima, idioma e recepção do povo finlandês, considerado muito fechado e logicamente com um brasileiro que estava há muito tempo aqui, facilitou um pouco as coisas e depois da chegada da namorada também. Hoje minha vida na Finlândia está bem estabilizada, com três filhas na escola e Finlândia sempre foi um país onde as coisas funcionam e você tem segurança, saúde, educação entre outras coisas. Hoje dominando bem o idioma tudo flui com mais facilidade.

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Rafael ao lado do treinador Harri Kampman que o levou para fazer história em Lahti.

Porque você iniciou sua carreira na Finlândia e não aqui no Brasil como de costume? Já teve o interesse e o convite para atuar no futebol brasileiro?

Sempre tive o objetivo de me tornar um jogador profissional de futebol e antes da minha vinda pra cá, estive em teste no Internacional de Porto Alegre, Cricíuma e Avaí, mas sem muita perspectiva, até que surgiu a chance de vir pra Finlândia e vislumbrei ali, a chance de tornar meu sonho, realidade. Depois de alguns anos de Finlândia, houve sim uma ocasião, que meu nome foi sondado pelo Figueirense (inclusive o meu clube do coração), mas até mim nunca chegou nada de proposta oficial.

Como você que é catarinense vivenciou toda aquela tragédia da Chapecoense? E como você tem visto o trabalho de reconstrução?

Foi um choque muito grande, Você acordar com uma notícia dessa e ver um clube que estava em ascensão ser dizimado assim, e vendo depois do acidente que a Chapecoense poderia ter feito de outra forma essa viagem, mas infelizmente foi assim. Todos sabíamos que esse trabalho de reconstrução seria difícil, mas conseguiram montar um bom time e que no começo é normal que teria dificuldades, mas hoje é uma equipe forte e que pode fazer um bom Campeonato Brasileiro, assim como vem fazendo no segundo turno do Catarinense. Logicamente estou torcendo no catarinense pela Chape já que o Figueirense está fora e a Final será jogada contra o Avaí.

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Jogadores da Chapecoense comemoram vitória sobre o Atlético Nacional.

Quais foram as maiores dificuldades no início de trajetória na Finlândia?

As principais dificuldades no inicio, foi primeiramente o idioma, segundo o estilo de jogo do futebol finlandês também foi difícil, até porque é um futebol de muito contato físico e ligação direta, defesa-ataque, e hoje o futebol melhorou muito com relação a minha chegada. Mas tive algumas dificuldades para se adaptar ao futebol jogado aqui e levei algum tempo pra poder jogar e inclusive joguei duas partidas pelo time de juniores e marcando 4 gols em dois jogos, voltei a fazer parte do grupo principal e ganhando inclusive algumas oportunidades. Numa dessas oportunidades, entrei no segundo tempo de um jogo contra o Rops e acabei marcando dois gols e depois disso as oportunidades foram aumentando e eu automaticamente aproveitando. No fim da temporada acabei como artilheiro com 11 gols.

Como foi a sua primeira temporada no futebol finlandês? E como foi jogar no maior clube da Finlândia?

O HJK em 97 completava 90 anos de história e montaram um time muito bom, com os principais jogadores que aqui jogavam e com isso foi mais fácil de jogar. Teria sido com certeza diferente se tivesse vindo para qualquer outro clube, até porque o HJK, aqui na Finlândia é sempre um clube que disputa pra ganhar campeonatos e até hoje, o único clube na Finlândia a disputar a Liga dos campeões da Europa e a fase de grupos da Europa League. Hoje me encontro como o brasileiro com mais gols na Liga Finlandesa e sexto ou sétimo na história com mais gols. Na Veikkausliiga (que se iniciou a partir de 1990) sou o segundo jogador com mais gols (136 gols) e realmente pra mim um privilégio, porque como alguns pensam, é muito difícil jogar aqui, até pelo estilo do futebol finlandês, mas apenas fazendo aquilo que sei fazer de melhor no futebol, ou seja, gols. A partir de 2005 quando cheguei no FC Lahti, minha vida por aqui mudou, criei uma identificação muito grande com esse clube e que hoje é o clube aqui na Finlândia do meu coração e considerado o maior jogador da história do clube. Minha passagem por Lahti foi excelente e desde a primeira temporada em 2005, foi fazendo gols e conquistando os torcedores. Com 99 gols pela Liga Finlandesa e 141 em partidas oficiais que incluem Copa da Liga e Copa da Finlândia me fizeram criar essa identificação.

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Rafael em época do HJK.

Qual foi a situação mais marcante que você vivenciou na Finlândia?

Uma situação que me marcou bastante na minha passagem pelo FC Lahti ocorreu no ano de 2010, quando caímos pra segunda divisão e o clube com uma situação complicada financeiramente, não teria condições de manter alguns jogadores, inclusive eu, então estava negociando a minha volta ao HJK, quando recebi uma ligação de um torcedor, que disse que os torcedores estavam planejando de pagar parte do meu salário para que eu permanecesse no clube, até porque o HJK para os torcedores é o maior rival do FC Lahti. Como isso acabou se concretizando, entraram para história como o primeira vez que isso acontecia no futebol, até então, havia acontecido no Hóquei no gelo (esporte numero um na Finlândia) em duas ocasiões. Pelo FC Lahti acabei conquistando em 2007 pela segunda vez a artilharia da Liga com 14 gols. Conquistei 3 Copas da Liga e conseguimos levar o clube por duas vezes a disputar afase eliminatória da UEFA Europa League.

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Rafael comemora mais um gol pelo FC Lahti.

Você atuou durante 12 anos pelo FC Lahti, é o maior ídolo na história do clube, como você avalia sua passagem pelo clube?

Minha passagem por Lahti foi fantástica, 99 gols pela liga e 141 em partidas oficias em 12 temporadas, hoje adotei Lahti como minha cidade, pelas amizades que aqui tenho e pelo reconhecimento. Gostaria de poder encerrar a carreira pelo clube, mas o clube estava com propósito de renovar a equipe dar mais oportunidades aos mais jovens e com isso não me foi oferecido um contrato, o que foi pra mim decepcionante, mas entendi a situação do clube. Foi realizada uma despedida pra mim, na última partida em casa, na temporada passada (2016) e colocado no Hall da fama do clube como numero um.

Na Finlândia você atuou no FC JJK e no FC Jazz, como foi a passagem por cada um desses clubes?

Na Finlândia ainda atuei pelo FC Jazz de Pori de 1998 até metade de 1999, mas uma passagem não muito boa, com poucos gols e uma lesão de tornozelo que me deixou sete meses parado.

E a passagem pelo futebol holandês e o futebol turco? E o que faltou para que você tivesse momentos melhores nesses grandes clubes?

Além da Finlândia, tive passagem pelo futebol holandês e rápida passagem pelo futebol turco. Na Holanda, tive prazer de jogar num futebol, onde depois do Brasil, pra mim um das melhores seleções. Mas minha estadia na Holanda, apesar de dois anos, passei a jogar apenas pela segunda equipe e não tendo muitas oportunidades no time principal, mas foi uma das melhores experiências no futebol que eu tive. Da Holanda para a Turquia e uma estadia de apenas seis meses, apesar de um contrato de três anos, mas infelizmente com quase nenhuma oportunidade de jogar e sem receber salários, optei por voltar ao Brasil e esperar pela liberação da Turquia e algum clube.

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Rafael ao lado dos jogadores do Mikkelin Kissat, onde terá a missão de ajudar e liderar um grupo totalmente jovem, que tem média de idade de 23 anos.

Como é a estrutura do Mikkelin Kissat? Como tem sido a pré-temporada?

Enfim hoje me transferi para um clube da terceira divisão que não tem uma estrutura tão boa quanto às equipes da Liga, mas que oferece uma condição boa para o atleta. Times da segunda e terceira divisão, não treinam com tanta intensidade quanto às equipes da Liga, mas tudo tem corrido bem e nos amistosos o time vem tendo uma crescente, apesar de jovem e inexperiente.

Qual é a expectativa e como tem sido essa nova fase em um novo clube e uma nova divisão?

Em fase de preparação para a temporada, a equipe ainda está tentando se acertar e com muitos jogadores jovens. Já joguei nessa divisão no meu retorno para a Finlândia, depois da Turquia e não tem muita diferença de um ano para o outro, claro que hoje, mais experiente, tentando ajudar o clube e os jogadores mais jovens.

Qual é projeto do clube e quais são os objetivos do clube na temporada?

O primeiro objetivo aqui é ajudar a equipe a alcançar o objetivo e as metas, o segundo objetivo do clube nessa temporada é bem simples, tentar se manter e com isso crescer de uma temporada para outra, vou tentar ajudar os jovens jogadores de qualquer maneira possível. Temos avançado, o que tem se refletido nos treinos e jogos amistosos.

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Rafael e Jari Litmanen em 2009.

Qual foi a temporada mais especial, o melhor companheiro de equipe e o técnico que você trabalhou no futebol finlandês?

De todas as temporadas que joguei na Liga, ao todo 16 temporadas, uma que me marcou bastante foi a temporada de 2008, porque fizemos, com um time considerado intermediário, uma campanha muito regular e conquistamos a vaga na Europa Liga, num jogo contra o HJK em Helsinki e precisávamos ganhar e no fim vencemos por 1×0 e passamos nosso maior rival na tabela de classificação. Chegando à cidade, foi preparada uma festa muito grande para os jogadores, com toda a diretoria do clube e torcedores, foi realmente inesquecível. Dentre os grandes jogadores com quem atuei um que se destaca e foi realmente brilhante jogar com ele, foi Jari Litmanen que fez história no Ajax da Holanda, simplesmente o melhor com quem já joguei e muita inteligência jogando futebol. Dos treinadores que tive, alguns merecem estar entre meus melhores, por exemplo, Antti Muurinen (com quem fui as duas vezes artilheiro do campeonato nacional) Juha Malinen (um treinador que me recolocou na disputa de uma artilharia) e Harri Kampman que me trouxe para Lahti (onde vivo até hoje).

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Rafael comemora gol com Jari Litmanen.

Como foi jogar ao lado do Jari Litmanen o maior futebolista finlandês da história?

Jogar ao lado do Litmanen foi fantástico, um jogador que dispensa comentários, tanto como jogador e como pessoa. Facilidade de jogar com Litmanen e ele inclusive me procurava bastante em campo. Infelizmente no ano de 2010 caímos pra segunda divisão e ele acabou se transferindo para o HJK. Lembro bem dele jogando pelo Ajax e ganhando Liga dos Campeões e sendo eleito melhor jogador daquela edição. Maior jogador Finlandês de todos os tempos, não preciso dizer mais nada.

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Rafael com o brasileiro ‘herdeiro’ da sua camisa 9 no FC Lahti.

Recentemente você passou a sua camisa número 9 para o jovem brasileiro Stênio, contratado pelo Lahti, de quem partiu a decisão e como você vislumbra o futuro desse jovem?

Com relação a camisa 9 do FC Lahti, foi decisão da diretoria e me perguntaram se eu estava de acordo, falei que sim e o próprio Stênio quis assumir a responsabilidade de usar, então não vi problema algum e ele apesar de não conhecer, me parece com um potencial muito grande, se movimenta bem e finaliza muito bem.

Já houve um convite para se naturalizar finlandês?

Nunca obtive um convite para me naturalizar, apenas sondagens por um treinador inglês que comandava a seleção, mas nunca um convite oficial.

Como você pode descrever toda sua trajetória feita no futebol finlandês?

Enfim concretizei meu sonho de me tornar um jogador profissional de futebol e ter feito história no futebol finlandês que apesar de não ter status e nem reconhecimento, pude realizar esse sonho e conquistar com isso algumas coisas e dar para a minha família algo de muito bom, graças a Deus.

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Rafael abraça companheiros e é homenageado pelos torcedores na sua partida pelo FC Lahti.

Por quanto tempo ainda almeja jogar? Quais são os planos para o futuro na sua carreira? 

Tenho pensamento em jogar esse ano e talvez ainda na próxima temporada e fazer por aqui mesmo o curso de treinador, quero continuar no meio do futebol, até porque uma coisa na qual amo fazer e que me deu muitas alegrias.

Tem alguma mensagem final para os leitores do nosso site Passepragol?

Gostaria de mandar um grande abraço para os leitores do Passepragol e que Deus abençoe a todos vocês.

Títulos e feitos de Rafael:

  • Campeão Finlandês 1997, Copa da Liga 1997, 2007, 2013, 2016,
  • Artilheiro do campeonato nacional em 1997 e 2007 e nomeado seleção dos 20 anos da Veikkausliiga.
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O “Anjo Rafael” beija escudo do clube que lhe deu as maiores glórias.

A equipe do atacante brasileiro, o Mikkelin Kissat está próximo da estreia oficial na temporada, e no dia 29/04 receberá o Järvenpään Palloseura no estádio Mikkelin Urheilupuisto, pela primeira rodada da Kakkonen.

Veja os melhores momentos de Rafael Pires Vieira:

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1 comentário Adicione o seu

  1. Reginaldo vieira (nadinho) disse:

    Coza linda artilheiro nato. Parabens pela carreira de jogador pofisional que éra seu sonho.

    Curtido por 1 pessoa

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